
Questionar direito parece meio autoritário, mas quando se trata do direito sobre a vida de alguém passa de questionamento à comunicado.
Aprendi com a dor de uma colega e com o meu próprio sofrimento que se a minha história não vai acrescentar em sua vida, não preciso divulgá-la.
Tenho vários colegas, alguns poucos amigos e uma pequena história ainda construção com algumas constantes consideráveis. Essa história como todas as outras, tem altos e baixos, idas e vindas e por escolha e circunstâncias, não é de total conhecimento de todos.
Voltando aos direitos, acredito que é direito de todos tentarem se aproximar de mim e é direito meu me envolver ou não (apesar de sempre me envolver). Quero deixar claro que envolver-se em relações (todas elas) não quer dizer que a história dos envolvidos deva ser divulgada e isso não significa que a entrega não seja total. Há uma grande diferença entre ‘fazer questão de que o outro conheça minha índole através de gestos’ e ‘abrir minha vida como um livro interessante escondendo minha essência.
Não peço para se aproximarem, mas agradeço quem se aproximou. Não mendigo amizade, mas exijo respeito quando o sentimento for esse. Ninguém tem o DIREITO de usar minha história, minhas fraquezas contra mim. O que eu faço ou em quem acredito é de inteira responsabilidade minha, mas nunca deixo o direito de abusarem da minha confiança. Não sou uma vítima e nem pretendo ser, porém as pessoas têm o direito de saber seus direitos e eu o de escrever os que se referem a mim.
