sexta-feira, 25 de março de 2011

Barreira

Ultimamente, não sei se pela proximidade das datas ou pela nostalgia que tem me acompanhado, lembro muito das nossas aventuras. Nem são tantas, mas foram especiais e insubstituíveis.
Me pergunto ainda o que houve, por que a distância que é a mesma afastou o que não deveria fazer. Será mesmo que só os opostos podem dar certo? Vai ver é isso, vai ver só a diferença na cor dos lados não foi suficiente. E existem momentos também que simplesmente aceito, principalmente naqueles em que tempo me aproximar e não consigo ultrapassar a barreira imposta por sei la quem.
Citar os fatos é como ter um youtube express na cabeça onde deixei cada parte carregando para apertar o play e ser a única visitante. Foram dançinhas, mergulhos, risinhos, gargalhadas, silêncio, palas, histórias compartilhadas, sonhos expostos, fotos, memórias... Minhas e suas? Não. Como eu disse sou a única visitante destes vídeos, além do mais você se surpreenderia com a precisão que consigo enxergar tudo e a quantidade de vezes que apertei o play.
Você talvez seja o lado de mim que eu ainda não conheça, ou é o seu lado mesmo que eu não precise conhecer. Ao mesmo tempo em que te senti uma sonhadora sentimental, me questiono quem é a pessoa que deixou de lado o olho no olho para tentar entender o que significava palavras frias numa tela de computador, deixando assim a tal barreira se instalar. Do nada? Como um jatinho! E o que posso fazer depois que ele partiu? Dizer adeus ou lembrar que estará tão longe para me ver aqui?
Quantas coisas eu gostaria de continuar compartilhando, quantas eu gostaria de ouvir você me contar, frases, acontecimentos, confissões, encontros não combinados, apresentar pessoas, ouvir suas dicas de beleza e opinar sobre a beleza de um garoto do Orkut. Queria te contar que faz falta e que não importa o que ou quem criou a barreira, mas que eu ainda espero não vê-la mais. Não que isso recupere o que já foi, mas ao menos retira o ponto de interrogação dando lugar à exclamação!
Nem toda cor seria completa como a sua luz branca!

domingo, 20 de março de 2011

A Cabana

Sonhei que estava lá... na Cabana. Vi Papai e Sarayu! Não sei descrevê-los, mas eram Eles.
Nada explica todas as emoções e sensações que este tão perfeito livro me proporcionou. Escrevo não somente porque li nas últimas páginas este simples pedido, mas para colorir com minhas cores esta página da rede.
Indico? Não! As pessoas não devem ler esta incrível narração, mas querer fazê-lo. Não basta apenas ler, é preciso viver esta história, é necessário estar com o coração aberto para receber as bênçãos deste livro.
Não é uma religião, não é uma pregação, é muito mais que isso!
Encontrei um tesouro atrás da cachoeira, perdoei nas pedras e me redimi no círculo das crianças.
Me senti íntima dos três como se nem nos meus piores pensamentos tivesse me afastado e duvidado da presença Dele’s.
Poderia ficar horas e horas falando e contando minha visão daquela história, mas prefiro continuar viajando pelo lago, tentando imaginar Sophia.. ou seja.. vivendo este intenso e ainda falho relacionamento por minha parte, mas eu vou melhorar a cada dia afinal, Papai gosta especialmente de mim!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dedicatória

Velho amigo,

Você já foi citado anteriormente nesta minha página secreta de forma diretamente indireta. Agora ouso escrever diretamente para você por entre linhas, pois a graça está em ser duvidosa.
Você é o típico garoto capaz de fazer uma garotinha sonhar, se iludir; capaz também de emocionar uma mulher e a fazer odiosamente sentir amor. Você confunde explicando e explica confundindo.
Por que fazer tanta questão de uma companhia não tão comum em sua lista de amigos? Ainda, depois de tudo, esta pergunta me intriga.
Fiquei espantadamente maravilhada com a sua ‘fidelidade’ ao álcool. Em alguns raros momentos, que eu tenha visto, o trocou por alguns cachinhos vermelhos com um belo rebolado, mas voltava logo correndo para o “leite” como você mesmo disse. Ah, e que fiquei claro que não o chamo de alcoólatra, mas sim não o chamo de bebum mulherengo.
Confesso, amigo, que mais uma vez você me confundiu a ponto de eu querer chamá-lo de outro nome, com outro sentimento, mas novamente me mostrou que velhos amigos sempre serão velhos amigos.
Escrevo-te hoje para agradecer sua importância significativa na descoberta do meu eu. Não vou entrar em detalhes porque falaria assim de mim, porém vou exemplificar resumindo as relevâncias dos últimos acontecimentos. Você me mostrou como é legal viajar na presença de amigos garantindo assim um crescimento necessário sem a tão acostumada proteção materna. Me fez vivenciar o prazer da minha própria companhia quando parecia que todos não gostavam de mim. Não me deixou sentir culpada com uma mini roupa, me lembrando que “ah, é carnaval”. Fez-me gigante e confiante ao me carregar nos ombros como sua protegida que precisava curtir a vida. Me preocupou e me deixou responsável por nós e por mais dois...
Você, velho amigo, ainda é uma incógnita pra essa simples e reles mortal que escreve e fala coisas sem nexo, mas é também o homenzinho que me encanta a cada atitude nova ou rotineira. Grata é uma palavra justa para terminar esta dedicatória modesta, porém ouso dizer que estou apaixonadamente apaixonada por nossa velha amizade e tenho a impressão que novos amigos não serão capazes de fazer e ser 1/3 do que é você!