Ultimamente, não sei se pela proximidade das datas ou pela nostalgia que tem me acompanhado, lembro muito das nossas aventuras. Nem são tantas, mas foram especiais e insubstituíveis.
Me pergunto ainda o que houve, por que a distância que é a mesma afastou o que não deveria fazer. Será mesmo que só os opostos podem dar certo? Vai ver é isso, vai ver só a diferença na cor dos lados não foi suficiente. E existem momentos também que simplesmente aceito, principalmente naqueles em que tempo me aproximar e não consigo ultrapassar a barreira imposta por sei la quem.
Citar os fatos é como ter um youtube express na cabeça onde deixei cada parte carregando para apertar o play e ser a única visitante. Foram dançinhas, mergulhos, risinhos, gargalhadas, silêncio, palas, histórias compartilhadas, sonhos expostos, fotos, memórias... Minhas e suas? Não. Como eu disse sou a única visitante destes vídeos, além do mais você se surpreenderia com a precisão que consigo enxergar tudo e a quantidade de vezes que apertei o play.
Você talvez seja o lado de mim que eu ainda não conheça, ou é o seu lado mesmo que eu não precise conhecer. Ao mesmo tempo em que te senti uma sonhadora sentimental, me questiono quem é a pessoa que deixou de lado o olho no olho para tentar entender o que significava palavras frias numa tela de computador, deixando assim a tal barreira se instalar. Do nada? Como um jatinho! E o que posso fazer depois que ele partiu? Dizer adeus ou lembrar que estará tão longe para me ver aqui?
Quantas coisas eu gostaria de continuar compartilhando, quantas eu gostaria de ouvir você me contar, frases, acontecimentos, confissões, encontros não combinados, apresentar pessoas, ouvir suas dicas de beleza e opinar sobre a beleza de um garoto do Orkut. Queria te contar que faz falta e que não importa o que ou quem criou a barreira, mas que eu ainda espero não vê-la mais. Não que isso recupere o que já foi, mas ao menos retira o ponto de interrogação dando lugar à exclamação!
Nem toda cor seria completa como a sua luz branca!
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