sábado, 7 de maio de 2011

Mãe


Passei os olhos nas lojas do shopping, vitrine por vitrine e me dei conta que nem a mais linda gargantilha de ouro seria capaz de retribuir tudo que recebi da minha mãe.
Como retribuir os nove meses em que fiz ela sentir várias dores e me achando o máximo, chutei várias vezes.
Como devolver todas as noites de sono em que chorei ou acordei chorando por um pesadelo e corri para acordá-la.
Como filha eu nem imagino como ela deve ter se sentindo quando contei do meu primeiro beijo, afinal, toda mãe sabe que esse momento chegará, mas não quer que ele chegue.
Como fazer que ela coma tudo o que deixou de comer só por ficar com a consciência pesada por eu não estar junto.
Como pedir desculpas por todas as preocupações que causei no seu coração tão cheio de cuidados.
Como me redimir de todas as respostas afiadas na ponta da língua que dei .
Tantas vezes pensei ser a dona do meu nariz sem me lembrar de que nenhuma decisão que eu tomo é mais segura do que aquela que peço sua ajuda.
Foi ela que enxugou minhas lágrimas de dor se segurando para não chorar simplesmente para me dar força.
Jamais conseguirei presenteá-la, recompensá-la por tudo isso e muito mais.
Só consigo dizer que de todos os meus amores ela é o maior, o mais profundo, mais intenso. É para ela que eu conto todos os meus segredos mesmo não dizendo nada. É ela que usarei como exemplo de mulher ao contar uma história noturna aos meus filhos.
Ser filho é incrível, mas ter ela como mãe não tem preço e vitrine que pague.
Parabéns pelo seu dia!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Religião

Me perguntaram que tipo de religião eu sigo e simplesmente respondi com um sorriso no rosto: Deus.
Que mania feia de quererem nomear um sentimento que é único. Aqui, ou em qualquer lugar, seja católicos, evangélicos, espíritas ou qualquer outra nomenclatura, acreditamos Nele e isso basta. Isto pra mim basta.

Papai, eu o amo mais do que a qualquer outra pessoa, mais do que a mim, mais do que consigo amar..
Papai, obrigada por ser minha religião... Eu não preciso de mais nada, só de Ti!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Direitos


Questionar direito parece meio autoritário, mas quando se trata do direito sobre a vida de alguém passa de questionamento à comunicado.
Aprendi com a dor de uma colega e com o meu próprio sofrimento que se a minha história não vai acrescentar em sua vida, não preciso divulgá-la.
Tenho vários colegas, alguns poucos amigos e uma pequena história ainda construção com algumas constantes consideráveis. Essa história como todas as outras, tem altos e baixos, idas e vindas e por escolha e circunstâncias, não é de total conhecimento de todos.
Voltando aos direitos, acredito que é direito de todos tentarem se aproximar de mim e é direito meu me envolver ou não (apesar de sempre me envolver). Quero deixar claro que envolver-se em relações (todas elas) não quer dizer que a história dos envolvidos deva ser divulgada e isso não significa que a entrega não seja total. Há uma grande diferença entre ‘fazer questão de que o outro conheça minha índole através de gestos’ e ‘abrir minha vida como um livro interessante escondendo minha essência.
Não peço para se aproximarem, mas agradeço quem se aproximou. Não mendigo amizade, mas exijo respeito quando o sentimento for esse. Ninguém tem o DIREITO de usar minha história, minhas fraquezas contra mim. O que eu faço ou em quem acredito é de inteira responsabilidade minha, mas nunca deixo o direito de abusarem da minha confiança. Não sou uma vítima e nem pretendo ser, porém as pessoas têm o direito de saber seus direitos e eu o de escrever os que se referem a mim.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Logo passa


E quando te faltar as palavras, procure o olhar. Quando os olhares não se cruzarem, olhe assim mesmo. Quando o sentimento estiver confuso, entenda que ele foi feito pra sentir. Se tiver vontade de gritar, cuidado com quem te escuta. Se estiver próximo, abrace. Se quiser derramar uma lágrima, chore com vontade. Quando o arrependimento quiser bater, o desbanque com a tranquilidade de ter feito. Quando as lembranças derem sinal de vida, aproveite, cada dia que passar elas se tornarão escassas. Quando o orgulho falar mais alto, não passe por cima dele, caminhe ao seu lado para se segurar e segurá-lo quando preciso. Quando quiser ser afeto, seja carinho. Se quiser ser raiva, seja alívio. Se quiser fazer mal, coloque-se no lugar do outro. Quando quiser amar, se entregue. Mas quando não puder (ou não conseguir) fazer nada disso: escreva em um blog que logo passa!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Barreira

Ultimamente, não sei se pela proximidade das datas ou pela nostalgia que tem me acompanhado, lembro muito das nossas aventuras. Nem são tantas, mas foram especiais e insubstituíveis.
Me pergunto ainda o que houve, por que a distância que é a mesma afastou o que não deveria fazer. Será mesmo que só os opostos podem dar certo? Vai ver é isso, vai ver só a diferença na cor dos lados não foi suficiente. E existem momentos também que simplesmente aceito, principalmente naqueles em que tempo me aproximar e não consigo ultrapassar a barreira imposta por sei la quem.
Citar os fatos é como ter um youtube express na cabeça onde deixei cada parte carregando para apertar o play e ser a única visitante. Foram dançinhas, mergulhos, risinhos, gargalhadas, silêncio, palas, histórias compartilhadas, sonhos expostos, fotos, memórias... Minhas e suas? Não. Como eu disse sou a única visitante destes vídeos, além do mais você se surpreenderia com a precisão que consigo enxergar tudo e a quantidade de vezes que apertei o play.
Você talvez seja o lado de mim que eu ainda não conheça, ou é o seu lado mesmo que eu não precise conhecer. Ao mesmo tempo em que te senti uma sonhadora sentimental, me questiono quem é a pessoa que deixou de lado o olho no olho para tentar entender o que significava palavras frias numa tela de computador, deixando assim a tal barreira se instalar. Do nada? Como um jatinho! E o que posso fazer depois que ele partiu? Dizer adeus ou lembrar que estará tão longe para me ver aqui?
Quantas coisas eu gostaria de continuar compartilhando, quantas eu gostaria de ouvir você me contar, frases, acontecimentos, confissões, encontros não combinados, apresentar pessoas, ouvir suas dicas de beleza e opinar sobre a beleza de um garoto do Orkut. Queria te contar que faz falta e que não importa o que ou quem criou a barreira, mas que eu ainda espero não vê-la mais. Não que isso recupere o que já foi, mas ao menos retira o ponto de interrogação dando lugar à exclamação!
Nem toda cor seria completa como a sua luz branca!

domingo, 20 de março de 2011

A Cabana

Sonhei que estava lá... na Cabana. Vi Papai e Sarayu! Não sei descrevê-los, mas eram Eles.
Nada explica todas as emoções e sensações que este tão perfeito livro me proporcionou. Escrevo não somente porque li nas últimas páginas este simples pedido, mas para colorir com minhas cores esta página da rede.
Indico? Não! As pessoas não devem ler esta incrível narração, mas querer fazê-lo. Não basta apenas ler, é preciso viver esta história, é necessário estar com o coração aberto para receber as bênçãos deste livro.
Não é uma religião, não é uma pregação, é muito mais que isso!
Encontrei um tesouro atrás da cachoeira, perdoei nas pedras e me redimi no círculo das crianças.
Me senti íntima dos três como se nem nos meus piores pensamentos tivesse me afastado e duvidado da presença Dele’s.
Poderia ficar horas e horas falando e contando minha visão daquela história, mas prefiro continuar viajando pelo lago, tentando imaginar Sophia.. ou seja.. vivendo este intenso e ainda falho relacionamento por minha parte, mas eu vou melhorar a cada dia afinal, Papai gosta especialmente de mim!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Dedicatória

Velho amigo,

Você já foi citado anteriormente nesta minha página secreta de forma diretamente indireta. Agora ouso escrever diretamente para você por entre linhas, pois a graça está em ser duvidosa.
Você é o típico garoto capaz de fazer uma garotinha sonhar, se iludir; capaz também de emocionar uma mulher e a fazer odiosamente sentir amor. Você confunde explicando e explica confundindo.
Por que fazer tanta questão de uma companhia não tão comum em sua lista de amigos? Ainda, depois de tudo, esta pergunta me intriga.
Fiquei espantadamente maravilhada com a sua ‘fidelidade’ ao álcool. Em alguns raros momentos, que eu tenha visto, o trocou por alguns cachinhos vermelhos com um belo rebolado, mas voltava logo correndo para o “leite” como você mesmo disse. Ah, e que fiquei claro que não o chamo de alcoólatra, mas sim não o chamo de bebum mulherengo.
Confesso, amigo, que mais uma vez você me confundiu a ponto de eu querer chamá-lo de outro nome, com outro sentimento, mas novamente me mostrou que velhos amigos sempre serão velhos amigos.
Escrevo-te hoje para agradecer sua importância significativa na descoberta do meu eu. Não vou entrar em detalhes porque falaria assim de mim, porém vou exemplificar resumindo as relevâncias dos últimos acontecimentos. Você me mostrou como é legal viajar na presença de amigos garantindo assim um crescimento necessário sem a tão acostumada proteção materna. Me fez vivenciar o prazer da minha própria companhia quando parecia que todos não gostavam de mim. Não me deixou sentir culpada com uma mini roupa, me lembrando que “ah, é carnaval”. Fez-me gigante e confiante ao me carregar nos ombros como sua protegida que precisava curtir a vida. Me preocupou e me deixou responsável por nós e por mais dois...
Você, velho amigo, ainda é uma incógnita pra essa simples e reles mortal que escreve e fala coisas sem nexo, mas é também o homenzinho que me encanta a cada atitude nova ou rotineira. Grata é uma palavra justa para terminar esta dedicatória modesta, porém ouso dizer que estou apaixonadamente apaixonada por nossa velha amizade e tenho a impressão que novos amigos não serão capazes de fazer e ser 1/3 do que é você!